- Gongmyung Lee perguntou sobre como transmitir vídeo via Red5 de uma fonte que não seja câmera.
- Daniel Schweighöfer queria saber como ler no red5 os parâmetros passados NetConnection.connect
- Sean O´hara não estava conseguindo fazer o red5 iniciar automaticamente no seu mac.
Programação e Linux.
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domingo, 14 de dezembro de 2008
Passando parâmetros para o NetConnection.connect, vídeo que não seja de uma webcam e problemas para iniciar o red5 nesta semana na red5
Esta semana na lista Red5 rolou:
Fullscreen e screencasts nesta semana na flexdev
Esta semana na lista flexdev rolou:
- thiagobloomfield tinha dúvidas porque ao colocar um aplicativo flex em fullscreen o teclado não funcionava.
- Marco Catunda pediu sugestões para fazer screencasts em flv.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Simulando uma webcam no linux
Recentemente tenho brincado com o Red5 principalmente para fazer streaming e precisava ver como ele se comporta transmitindo de uma webcam, mas tem um problema: eu não tenho câmera no meu computador. Em setembro eu havia achado o projeto AVDL (Another Video Loopback Device), que simulava um dispositivo de vídeo como uma webcam ou uma placa de captura, mas na época ele não funciona com Flash. Hoje eu entrei no site novamente e ele agora (v. 0.1.4) funciona comFlash (maravilha).Ele é um módulo de kernel e precisa ser compilado, então é necessário ter as ferramentas de compilação, no ubuntu para instalar basta:
apt-get install build-essential linux-headersBaixe o código fonte (http://allonlinux.free.fr/Projets/AVLD/src/avld_0.1.4.tar.bz2) e descompacte com:
tar xjf avld_0.1.4.tar.bz2entre no diretório:
cd avld_0.1.4compile e instale:
make && sudo make installÉ preciso adicionar o driver ao kernel para poder usar:
modprobe avld width=320 height=240Desta forma acima, ele cria o dispositivo com resolução de 320x240.
Você precisa agora alimentar a "webcam" com algum vídeo, é importante que o vídeo esteja em um formato (e resolução) que a "webcam" entenda, mas isto pode ser feito com transcodificação usando o mencoder (apt-get install mencoder):
mencoder -nosound -ovc raw -vf scale=320:240,format=bgr24 \Agora é só usar.
-of rawvideo -o /dev/video0 <ARQUIVO>
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Plataforma Flash e Open Source
Em minha busca por fazer um serviço de streaming de vídeo de sucesso, pensei no porquê do youtube ser um sucesso? Acredito eu porque ele é feito em Plataforma Flash. Recentemente, o fato do Joost ter sido portado para flash comprova minha idéia.[1] [2]
Segundo a Adobe, o Flash está instalado em 98% dos computadores com acesso a internet, isto quer dizer que o Flash, é, de fato, padrão de mercado.
Por que o Flash é tão popular? porque ele é pequeno e instala fácil, ao abrir um endereço que contenha Flash, a maioria dos Browsers web orientam você a instalar o plugin e isto não demora muito já que o runtime do Flash é muito pequeno (de 1MB a 4MB) em comparação a outras teconologias que permitem streaming (media player, vlc, java...).
O simples fato do usuário "não precisar instalar nada" é perfeito para fazer do meu serviço de streaming (ou qualquer outro serviço baseado em Flash) um sucesso de uso.
Sempre procuro alternativas Open Source para todas as tecnologias que uso, não ia ser diferente com o Flash e aqui está meu relato.
Servidores de streaming e de aplicações RIA.
Red5
Para quem não conhece o Red5, ele é a melhor versão aberta do Flash Media Server (pago, código fechado), contendo a maioria dos recursos dele. O Red5 permite (entre outras coisas) que uma aplicação Flash utilize de recursos de streaming, tanto broadcasting (enviar conteúdo multimídia), quanto subscribing (receber conteúdo multímidia), ao vivo (live streaming) ou gravado (on demand).
Com o Red5 você pode fazer um youtube ou um justin.tv (yahoo live também). Mas Red5 não faz só isto, ele permite fazer aplicações RIA complexas. Veja por exemplo o red5phone, ele é um softphone feito em Flash, quer ligar de graça? apenas abra o browser e ligue, não precisa instalar nada. A riqueza de aplicações possíveis com o Red5 me motivou a estudar Flex e ActionScript.
lighttpd, php e FLV Streaming
O Red5 não é único jeito de fazer streaming para Flash, para criar um clone do youtube (video on demand) basta extender o protocolo HTTP de um servidor web através de um módulo dentro do próprio servidor web (como o mod_flv_streaming do lighttpd) ou simplesmente fazendo um script em das linguagens suportadas pelo servidor (como este em php). Em outra hora eu faço um post de como fazer isto aqui.
python e AMF
A comunicação entre o Flash Player e o servidor remoto é feita por AMF e o Red5 não é sua única implementação Open Source. O AMF é protocolo binário, objetos e dados são serializados neste formato, o que aumenta a performace, chegando a ser 10 vezes mais rápido do que os protocolos baseados em texto como XML-RPC e SOAP. PyAMF é uma implementação em python deste protocolo que pode ser facilmente integrada ao Django ou TurboGears.
Outras implementações de AMF podem ser achadas aqui.
Geração de conteúdo, Compiladores e IDE's
Agora que eu já defini a tecnologia, como vou fazer para gerar meus aplicativos em Flash? Eu sou um usuário Linux, então precisa funcionar no Linux também. Uma das primeiras ferramentas que utilizei foi o haXe.
Haxe
O haXe é uma nova linguagem que se parece muito com ActionScript 2 (veja aqui as diferenças) e suporta a API do Flash antiga (ActionScript 2), quando a API nova (ActionScript 3). Ele permite criar código compatível com as versões 6 a 10 do formato da Flash Runtime, o SWF.
O haXe no entanto, não possui uma API para gerar interfaces de usuário (widget toolkit). Para isto, temos de usar o Flash IDE (pago, não aberto, somente windows e mac), SwfMill (Baseado em uma linguagem XML, Open Source) ou uma API de terceiros como a AsWing (muito parecida com o swing do java).
Flex
Em fevereiro de 2008, a Adobe lançou o Flex SDK como open source, o Flex consiste da linguagem de marcação MXML para criar a interface gráfica e da linguagem de script ActionScript para realizar a interatividade. A documentação do Flex pode ser encontrada aqui.
IDE's para desenvolvimento
O Flex Builder (gratuito para estudandes, não aberto, somente windows e mac, linux em alpha) além de entender MXML e ActionScript, permite criar interfaces gráficas em um editor WYSIWYG, não existe ainda (novembro/2008) nenhum equivalente Open Source com os mesmos recursos.
A melhor IDE open para desenvolvimento é a FlashDevelop. Ela suporta as linguagens ActionScript 2, ActionScript 3, MXML and haXe e os compiladores Flash CS3 (pago, não aberto, somente windows e mac), Flex SDK (código aberto), Mtasc (obsoleto, código aberto) e haXe (código aberto). Possui interface amigável, geração de código, complementação de código, suporte a documentação, instrospecção de binários e etc. A FlashDevelop só tem um problema, apesar de ser feito .Net só funciona em Windows.
IDE's para Animações
O Ajax Animator permite fazer animações online diretamente do browser, seu código fonte é aberto e pode ser baixado por qualquer um.
Gnash e Flash Runtime
Gnash é um projeto que busca criar um Flash Runtime totalmente aberto, figurando como uma alternativa ao Adobe Flash Player (gratuito, não aberto). Gnash suporta a maioria dos recursos do SWF 7 e alguns do SWF 8 e 9. Apesar de não implementar todos os recursos presentes no player da Adobe, o Gnash permite extender as classes do ActionScript. Entre as extensões disponíveis estão o suporte a mysql e a acesso a disco, as extensões são desabilitadas por padrão por óbvias razões de segurança.
Futuro da plataforma
Em maio de 2008, o Open Screen Project tornou as especificações do SWF e do FLV disponíveis sem restrições. As especificações dos protocolos Flash Cast e AMF também ficaram disponíveis por conta deste projeto. O código fonte da máquina virtual ActionScript já havia sido aberto em novembro de 2006 com o lançamento do projeto Tamarin, que incluiu a especificação byte code do ActionScript. Flex SDK, que já é open source desde fevereiro de 2008, completa a lista das iniciativas de abertura da Adobe até agora.
Apesar do lançamento do Open Screen Project, as especificações da platarfoma Flash continuam incompletas, detalhes como o protocolo RTMP e o codec de vídeo Sorenson Spark não foram revelados. Além disso, a Adobe parece não ter planos em tornar todo o código fonte da plataforma Flash aberto, softwares como o Adobe Flash Player e Flex Builder continuam com o código fonte fechados. A principal alternativa ao Flash Player, o Gnash, permanece incompleto, entretanto desde que o SWF é um formato aberto, o Gnash deverá ter uma qualidade muito superior no futuro próximo já que os desenvolvedores podem agora implementar a especificação oficial do SWF.
Outros projetos Open Source não mencionados
IDE:
Lista do osflash.org
Documentação de referência
Flex 3:
Contribua para esta lista
Segundo a Adobe, o Flash está instalado em 98% dos computadores com acesso a internet, isto quer dizer que o Flash, é, de fato, padrão de mercado.
Por que o Flash é tão popular? porque ele é pequeno e instala fácil, ao abrir um endereço que contenha Flash, a maioria dos Browsers web orientam você a instalar o plugin e isto não demora muito já que o runtime do Flash é muito pequeno (de 1MB a 4MB) em comparação a outras teconologias que permitem streaming (media player, vlc, java...).
O simples fato do usuário "não precisar instalar nada" é perfeito para fazer do meu serviço de streaming (ou qualquer outro serviço baseado em Flash) um sucesso de uso.
Sempre procuro alternativas Open Source para todas as tecnologias que uso, não ia ser diferente com o Flash e aqui está meu relato.
Servidores de streaming e de aplicações RIA.
Red5
Para quem não conhece o Red5, ele é a melhor versão aberta do Flash Media Server (pago, código fechado), contendo a maioria dos recursos dele. O Red5 permite (entre outras coisas) que uma aplicação Flash utilize de recursos de streaming, tanto broadcasting (enviar conteúdo multimídia), quanto subscribing (receber conteúdo multímidia), ao vivo (live streaming) ou gravado (on demand).
Com o Red5 você pode fazer um youtube ou um justin.tv (yahoo live também). Mas Red5 não faz só isto, ele permite fazer aplicações RIA complexas. Veja por exemplo o red5phone, ele é um softphone feito em Flash, quer ligar de graça? apenas abra o browser e ligue, não precisa instalar nada. A riqueza de aplicações possíveis com o Red5 me motivou a estudar Flex e ActionScript.
lighttpd, php e FLV Streaming
O Red5 não é único jeito de fazer streaming para Flash, para criar um clone do youtube (video on demand) basta extender o protocolo HTTP de um servidor web através de um módulo dentro do próprio servidor web (como o mod_flv_streaming do lighttpd) ou simplesmente fazendo um script em das linguagens suportadas pelo servidor (como este em php). Em outra hora eu faço um post de como fazer isto aqui.
python e AMF
A comunicação entre o Flash Player e o servidor remoto é feita por AMF e o Red5 não é sua única implementação Open Source. O AMF é protocolo binário, objetos e dados são serializados neste formato, o que aumenta a performace, chegando a ser 10 vezes mais rápido do que os protocolos baseados em texto como XML-RPC e SOAP. PyAMF é uma implementação em python deste protocolo que pode ser facilmente integrada ao Django ou TurboGears.
Outras implementações de AMF podem ser achadas aqui.
Geração de conteúdo, Compiladores e IDE's
Agora que eu já defini a tecnologia, como vou fazer para gerar meus aplicativos em Flash? Eu sou um usuário Linux, então precisa funcionar no Linux também. Uma das primeiras ferramentas que utilizei foi o haXe.
Haxe
O haXe é uma nova linguagem que se parece muito com ActionScript 2 (veja aqui as diferenças) e suporta a API do Flash antiga (ActionScript 2), quando a API nova (ActionScript 3). Ele permite criar código compatível com as versões 6 a 10 do formato da Flash Runtime, o SWF.
O haXe no entanto, não possui uma API para gerar interfaces de usuário (widget toolkit). Para isto, temos de usar o Flash IDE (pago, não aberto, somente windows e mac), SwfMill (Baseado em uma linguagem XML, Open Source) ou uma API de terceiros como a AsWing (muito parecida com o swing do java).
Flex
Em fevereiro de 2008, a Adobe lançou o Flex SDK como open source, o Flex consiste da linguagem de marcação MXML para criar a interface gráfica e da linguagem de script ActionScript para realizar a interatividade. A documentação do Flex pode ser encontrada aqui.
IDE's para desenvolvimento
O Flex Builder (gratuito para estudandes, não aberto, somente windows e mac, linux em alpha) além de entender MXML e ActionScript, permite criar interfaces gráficas em um editor WYSIWYG, não existe ainda (novembro/2008) nenhum equivalente Open Source com os mesmos recursos.
A melhor IDE open para desenvolvimento é a FlashDevelop. Ela suporta as linguagens ActionScript 2, ActionScript 3, MXML and haXe e os compiladores Flash CS3 (pago, não aberto, somente windows e mac), Flex SDK (código aberto), Mtasc (obsoleto, código aberto) e haXe (código aberto). Possui interface amigável, geração de código, complementação de código, suporte a documentação, instrospecção de binários e etc. A FlashDevelop só tem um problema, apesar de ser feito .Net só funciona em Windows.
IDE's para Animações
O Ajax Animator permite fazer animações online diretamente do browser, seu código fonte é aberto e pode ser baixado por qualquer um.
Gnash e Flash Runtime
Gnash é um projeto que busca criar um Flash Runtime totalmente aberto, figurando como uma alternativa ao Adobe Flash Player (gratuito, não aberto). Gnash suporta a maioria dos recursos do SWF 7 e alguns do SWF 8 e 9. Apesar de não implementar todos os recursos presentes no player da Adobe, o Gnash permite extender as classes do ActionScript. Entre as extensões disponíveis estão o suporte a mysql e a acesso a disco, as extensões são desabilitadas por padrão por óbvias razões de segurança.
Futuro da plataforma
Em maio de 2008, o Open Screen Project tornou as especificações do SWF e do FLV disponíveis sem restrições. As especificações dos protocolos Flash Cast e AMF também ficaram disponíveis por conta deste projeto. O código fonte da máquina virtual ActionScript já havia sido aberto em novembro de 2006 com o lançamento do projeto Tamarin, que incluiu a especificação byte code do ActionScript. Flex SDK, que já é open source desde fevereiro de 2008, completa a lista das iniciativas de abertura da Adobe até agora.
Apesar do lançamento do Open Screen Project, as especificações da platarfoma Flash continuam incompletas, detalhes como o protocolo RTMP e o codec de vídeo Sorenson Spark não foram revelados. Além disso, a Adobe parece não ter planos em tornar todo o código fonte da plataforma Flash aberto, softwares como o Adobe Flash Player e Flex Builder continuam com o código fonte fechados. A principal alternativa ao Flash Player, o Gnash, permanece incompleto, entretanto desde que o SWF é um formato aberto, o Gnash deverá ter uma qualidade muito superior no futuro próximo já que os desenvolvedores podem agora implementar a especificação oficial do SWF.
Outros projetos Open Source não mencionados
IDE:
- OpenDialect (código aberto, linux/windows/mac)
- HaxeVideo (código aberto, linux)
- Milenia: The 64 Kbyte Flash Media Server (código aberto, linux, windows, mac)
Lista do osflash.org
Documentação de referência
Flex 3:
- Adobe Flex 3 Developer Guide: PDF; inglês; tutorial; oficial; para quem não quer usar o Flex Builder.
- Adobe Flex 3 Programming ActionScript 3: PDF; inglês; tutorial; oficial.
- Saiu a tradução dele: Tutorial Oficial de ActionScript 3.0 em português
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